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20/04/2011

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O número de motociclistas que morreram no trânsito em São Paulo em 2010 cresceu 11,6% em relação a 2009. Foram 478 vítimas no ano passado, ante 428 em 2009. Os dados fazem parte do Relatório Anual de Acidentes de Trânsito Fatais, realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e divulgado nesta quarta-feira (20).

O número total de vítimas em acidentes fatais no trânsito paulistano, entretanto, caiu de 1382 para 1357, uma redução de 1,8%. “Apesar das 25 vidas poupadas, as mortes no trânsito paulistano ainda são um problema crônico, principalmente para pedestres e motociclistas”, diz o balanço da CET. Os pedestres ainda são as maiores vítimas: 630 mortes em 2010 – em 2009 foram 671.

O índice de mortes por 10 mil veículos caiu de 2,07, em 2009, para 1,97, em 2010. Segundo a CET, a frota de veículos paulistana que era de 6.733.100, passou para 6.954.750 veículos em dezembro do mesmo ano.

Os pedestres ainda são as maiores vítimas. Foram 630 mortes em 2010 (ante 671 em 2009), o que representa 46,4% do total das mortes. Dos pedestres atropelados, 73% eram homens, 55,4% tinham entre 20 e 59 anos e 35,9% tinham 60 anos ou mais. O balanço ainda aponta que 47,7% das mortes por atropelamento são provocadas por carros e 25,3% por motocicletas.

A CET afirma que a redução do número de mortes nas últimas décadas se deve a uma série de medidas adotadas pela companhia. Entre as mais recentes estão a redução do limite de velocidade de 90 km/h para 70 km/h para veículos pesados nas marginais Tietê e Pinheiros; proibição de circulação de motocicletas na pista expressa da Marginal Tietê; padronização do limite de velocidade em diversas vias como as avenidas 23 de Maio, Rubem Berta, Indianópolis, Jabaquara, Sena Madureira e o corredor formado pelas avenidas Domingos de Moraes, Noé de Azevedo e Rua vergueiro; criação do projeto Travessia Segura, com orientadores para conscientizar a população em cruzamentos críticos; implantação da motofaixa do corredor Vergueiro/Liberdade.

A companhia destaca ainda os investimentos em câmeras de monitoramento, sinalização horizontal, iluminação de travessias de pedestres e o incremento na fiscalização eletrônica. Em 1987, primeiro levantamento feito pela companhia, foram 2981 mortes no trânsito paulistano.

Vias mais perigosas
O maior número de mortes foi registrado na Marginal Tietê – foram 56 em 2010. Em seguida, vem a Marginal Pinheiros (23), Avenida Aricanduva (20), Estrada de Itapecerica (18) e a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães (17).

Fonte: Globo Carros

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