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21/02/2011

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Repare na garagem do vizinho, dos amigos ou dos familiares. É bem provável que você conheça alguém que tenha um carro coreano. E se não tem, pensa em ter. Tímidos por aqui até a década passada, os veículos da Hyundai, Kia e Ssangyong (principalmente os das duas primeiras) têm conquistado clientes vindos, em sua maior parte, das marcas norte-americanas e japonesas – e, mais raramente, até das alemãs.

Verdade seja dita, o desejo pelos coreanos – que parece não ser passageiro – foi iniciado pela Hyundai, que começou a vender Tucson e Azera por preços irresistíveis. Sabe-se lá como o grupo CAOA (representante da marca por aqui) comercializava o sedã por valores que variavam de R$ 70.000 a R$ 80.000, quando o preço cobrado pelos concorrentes, menos potentes e equipados, nunca era inferior a R$ 85.000. Fato é que os coreanos viraram a cabeça do brasileiro, encantado com a oferta abundante de equipamentos aliada a preço convidativo e, mais recentemente, pelo belo design de seus novos modelos. A co-irmã Kia aproveitou o embalo e vem despejando uma enxurrada de novidades por aqui – que deve continuar em ritmo forte durante 2011. Quanto à Ssangyong, aparentemente descobriram sua nacionalidade por causa da maior evidência das conterrâneas.

O primeiro fator que levou aos 164.114 emplacamentos de coreanos em 2010 foi a relação custo-benefício. Veja o caso do Kia Cerato. Assine um cheque de R$ 53.400 e leve para casa um carro com câmbio de seis marchas, motor de 126 cv, airbag duplo, volante com comandos do rádio, entre outros itens. Sabe qual Honda City você compra por esse valor? Nenhum. A versão de entrada DX, com motor de 115 cv (mas com a vantagem de ser bicombustível), custa R$ 55.420 e nem rádio traz. Com revestimento em couro, rodas de 17 polegadas, câmbio automático de seis marchas com paddle shifts e ar-condicionado digital, o coreano pula para R$ 64.900, enquanto o Honda equivalente em equipamentos vai a salgados R$ 72.625.

Embora modelos como o Sonata e ix35 não sejam exemplos de relação custo-benefício, vale lembrar que se tratam de lançamentos, e que seus preços tendem a cair – no caso do sedã, novas versões mais baratas chegarão em breve, tornando-o mais competitivo frente a Ford Fusion e cia. Mas a relação custo-benefício, em geral, é mais atraente num showroom coreano.

“O cliente entra na nossa loja buscando custo benefício. Ele quer um pacote interessante de equipamentos, por um preço atraente”, atesta um vendedor da CAOA Ibirapuera. Sua percepção é confirmada por Danilo Moraes, dono de um Kia Cerato 2010 automático. “Achei interessante o valor pelos recursos e acessórios que ele tem”, diz o empresário paulista.

Ok, o Azera é o conservadorismo sobre rodas e o Tucson é mais sem graça do que dançar com a irmã. Mas levante a mão quem não torceu o pescoço quando viu os Hyundai Sonata e ix35 pela primeira vez na rua. E se encantam por fora, também conquistarão quem compra carro de dentro pra fora. O acabamento já alcançou o nível dos japoneses, mas vão além com ousadia e novas cores e texturas. Nesse quesito, a Hyundai parece estar um pouco à frente da Kia.

O investimento em design de ambas, que lá fora fazem parte do mesmo grupo, é uma das prioridades. Tanto é que a Kia foi buscar na Audi seu designer. Peter Schreyer virou quase celebridade por conta de suas plásticas em Cerato e Sportage, além da originalidade do Soul. E esperem até a chegada do Optima.

Até a Ssangyong, que sempre foi criticada pelo exotismo de Actyon, Rexton e Kyron, promete melhorar sua relação com o público após a chegada do Korando, marcado para estrear por aqui em março.

Ter um coreano não é o mesmo que estacionar na garagem Audi, BMW ou Mercedes-Benz. Mas dá mais status que muita marca instalada no País há tempos. Talvez pelo fato de nenhuma das marcas ter um carro popular – até mesmo o Picanto, o mais barato de todos, se destaca frente aos concorrentes como carro descolado.

Mesmo quem já tem certa idade confere uma imagem diferente ao seu dono. “O Tucson tem um certo status, porém por ser um modelo ultrapassado dá impressão de que um dia foi carrão”, analisa o executivo de Vendas Gustavo Veiga.

Ok, o Azera é o conservadorismo sobre rodas e o Tucson é mais sem graça do que dançar com a irmã. Mas levante a mão quem não torceu o pescoço quando viu os Hyundai Sonata e ix35 pela primeira vez na rua. E se encantam por fora, também conquistarão quem compra carro de dentro pra fora. O acabamento já alcançou o nível dos japoneses, mas vão além com ousadia e novas cores e texturas. Nesse quesito, a Hyundai parece estar um pouco à frente da Kia.

O investimento em design de ambas, que lá fora fazem parte do mesmo grupo, é uma das prioridades. Tanto é que a Kia foi buscar na Audi seu designer. Peter Schreyer virou quase celebridade por conta de suas plásticas em Cerato e Sportage, além da originalidade do Soul. E esperem até a chegada do Optima.

Até a Ssangyong, que sempre foi criticada pelo exotismo de Actyon, Rexton e Kyron, promete melhorar sua relação com o público após a chegada do Korando, marcado para estrear por aqui em março.

Ter um coreano não é o mesmo que estacionar na garagem Audi, BMW ou Mercedes-Benz. Mas dá mais status que muita marca instalada no País há tempos. Talvez pelo fato de nenhuma das marcas ter um carro popular – até mesmo o Picanto, o mais barato de todos, se destaca frente aos concorrentes como carro descolado.

Mesmo quem já tem certa idade confere uma imagem diferente ao seu dono. “O Tucson tem um certo status, porém por ser um modelo ultrapassado dá impressão de que um dia foi carrão”, analisa o executivo de Vendas Gustavo Veiga.

O novo motor de injeção direta de combustível da Hyundai ainda não chegou ao Brasil, mas ainda assim seus carros estão à frente da concorrência na maioria dos casos – exceto pelo Tucson, um carro mediano, sem muitos avanços tecnológicos. Veja o Sonata, por exemplo. A versão comercializada por aqui tem bloco de 2.4 litros, de alumínio, que rende 182 cv. O Chevrolet Malibu, com a mesma litragem, chega a 171 cv. No quesito segurança, são oito airbags e freios com EBD (distribuição eletrônica de força), além do controle de estabilidade.

Falando em segurança, o Kia Sportage tem, por exemplo, encostos de cabeça dianteiros ativos, que amenizam o estrago no caso de impactos frontais ou traseiros. Já seu motor alcança 166 cv tendo o mesmo tamanho do propulsor utilizado no Honda CR-V, que gera 150 cv. Isso se reflete em economia. Até mesmo o câmbio automático de apenas quatro velocidades do Cerato (que na linha 2011 ganha duas marchas) consegue agradar: “me surpreendeu, não esperava que fosse tão econômico”, explica Moraes. A satisfação, no entanto, não é total.  “Esperava que fosse um carro silencioso, pois prezo muito esse quesito. Mas me decepcionei com o barulho interno e por não ser tão macio”, completa o empresário.

Até a SsangYong tem o que dizer em tecnologia. O novo Korando é construído sobre uma moderna plataforma, que dará fruto a mais três carros até 2014.

Aqui começam as desvantagens dos coreanos, que são inflexíveis em alguns sentidos – o primeiro deles é justamente a falta de motor flex. Exceto pelo Soul (já à venda) e o Cerato (que chega em breve), nenhum outro veículo trazido da Coréia do Sul tem motor bicombustível. O Tucson ameaça tê-lo faz algum tempo, mas até agora, nada.

Outro problema é uma paleta de cores um tanto “triste”. A Kia ainda tem várias cores interessantes, como vermelho, amarelo, cinza, azul, marrom, laranja. Já no show-room da Hyundai, você pode escolher qualquer cor, desde que seja preto ou prata.

E na hora de vender um coreano? Uma pesquisa rápida no site da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostra que, em geral, esses carros desvalorizam mais que os japoneses. Ao tirar da concessionária um Honda Civic ou um Toyota Corolla, você perde, de cara, algo em torno de 8%. No caso do Kia Cerato, essa perda sobe para 14,3%. Os anos passam e a queda de preço aumenta: Civic ou Corolla 2010 custam 15% e 16%, respectivamente, a menos que o modelo 0 km. Já com o Cerato a desvalorização é de 40,5%, ainda de acordo com os dados da Fipe.

Fonte: IG Carros

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